Home / Destaque / PM é preso por homicídio em Caruaru; colega diz que morte foi ‘fatalidade’

PM é preso por homicídio em Caruaru; colega diz que morte foi ‘fatalidade’

03/02/2015 21h28 – Atualizado em 03/02/2015 23h22

Amigos do soldado estão em campanha para conseguir pagar advogado.
Chefe de polícia fala em ‘elementos que vão de encontro a informações’.

Do G1 Caruaru

Um soldado de 32 anos, do 4º Batalhão da Polícia Militar, é suspeito de homicídio e está preso no Centro de Reeducação da Polícia Militar (Creed), em Abreu e Lima, Região Metropolitana do Recife. Ele foi levado à unidade na sexta-feira (30) em cumprimento a um mandado judicial de prisão preventiva. O G1 conseguiu contato com um colega dele e, nesta terça-feira (3), conversou com o delegado Darley Timóteo, da Diretoria do Interior I, no Agreste pernambucano, único autorizado a falar. Até então, a Polícia Civil não havia comentado o fato.

O colega do policial, que preferiu não ser identificado, classifica o homicídio como uma “fatalidade”. Segundo ele, o assassinato teria ocorrido após quatro homens entrararem no mercadinho que o soldado tem no Bairro Cidade Jardim, em Caruaru. Estes teriam anunciado o assalto, pego uma quantia e foram surpreendidos com a reação do dono, que sacou uma arma para se defender e atingiu um. “Ele [o soldado] não se feriu, chamou o apoio policial e entregou a arma”, complementa o colega. O fato ocorreu há alguns meses.

Também de acordo com este colega, havia um cliente no mercadinho, mas não teria sido ouvido pela Polícia Civil. Diz ainda que o ponto comercial funciona na casa do soldado e a mulher dele estava na hora em que os homens chegaram, porém, igualmente não teria sido chamada para depoimento na delegacia. “A polícia só ouviu os três assaltantes. Como é que você coloca como testemunhas só os três assaltantes?”, questiona.

O delegado Darley Timóteo ainda não teve contato direto com o caso, no entanto, contou que a polícia colheu depoimentos e obteve provas. “No decorrer das investigações deste fato, a Polícia Civil encontrou elementos que vão de encontro a umas informações. O delegado não autuou [o soldado] em flagrante, mas, nos cadernos judiciais deve haver indícios para que o Ministério Público pedisse a prisão preventiva e o juiz decretasse. Não sei dizer a gravidade, mas deve ter sido algo robusto”. Acerca do depoimento da mulher do soldado e do cliente do estabelecimento, Timóteo afirma que certamente eles serão ouvidos.

Este chefe de polícia comunica que o delegado responsável tem dez dias – a contar do cumprimento do madado judicial – para conclusão do caso. A prisão preventiva, nesta situação, pode durar até 30 dias e ser prorrogada por mais 30. “Se, lá no final, entender que o policial não teve culpa, o Ministério Público não irá denunciá-lo”, ressalta.

‘Conduta exemplar’, diz amigo
“Não tem nada contra ele na Justiça. Ele tem elogios e a conduta é exemplar. E o delegado acreditou que ele pode colocar em risco a vida dos outros [suspeitos do assalto que sobreviveram e estariam em liberdade]? Ele [o soldado] não foi detido. Quando soube da decisão judicial, ligou para o Batalhão [de Caruaru] e pediu para uma viatura buscá-lo. Isso está no Boletim de Ocorrência”, relata aquele colega. “A gente não está dizendo que não houve homicídio. Houve e foi uma fatalidade. Mas é um absurdo ele estar sendo considerado um homem perigoso”.

Vários policiais amigos dele se sensibilizaram com a situação e estão em campanha para conseguir dinheiro, a fim de pagar advogado. “A família dele está isolada, sofrendo muito com a situação, e a gente quer provar que ele é digno”, conta o colega, que complementa: “ele tem nove anos de corporação, completou no dia que foi levado” e “é formado em História, estava terminando Direito e também participou do Proerd, ação que os policiais fazem em escolas”.

tópicos:

Deixe seu Comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

Scroll To Top